Sesap apóia I Simpósio de Vacinação contra HPV

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Programa Estadual DST/Aids e Hepatites Virais, apóia o I Simpósio de Vacinação contra o HPV, a ser realizado nesta quinta-feira (01), no auditório da Universidade Potiguar da unidade situada na Avenida Salgado Filho. O evento é promovido pela Associação Norteriograndense de Doenças Sexualmente Transmissíveis e pela Associação Brasileira de Genitoscopia Capítulo RN.

 

O vírus do papiloma humano (VPH ou HPV) possui mais de 200 variações. Certos subtipos estão associados a lesões benignas, como verrugas, mas alguns como os frequentemente encontrados em determinadas neoplasias como o cancro do colo do útero, são responsáveis por mais de 90% de todos os casos verificados. Qualquer pessoa que tenha atividade sexual envolvendo contato genital está sujeita a adquirir o HPV.

 

Estima-se que entre 50% a 80% dos homens e mulheres sexualmente ativos entrem em contato com um ou mais tipos de HPV em algum momento e muitos adquirem o vírus nos primeiros 2 ou 3 anos de vida sexual ativa. Como muitas pessoas infectadas pelo HPV não apresentam nenhum sinal ou sintoma, podem transmitir o vírus mesmo sem saber. O HPV é altamente contagioso, podendo ser adquirido através de uma única exposição. Muitas pessoas

 

SERVIÇO:

 

Programação

 

8h30 às 9h – Cerimônia de Abertura

9h – Mesa redonda – Aspectos imunológicos e vacinação contra HPV (Coordenadora: Maria Conceição Cornetta – UFRN/UNP)

9h00 às 9h30 – “Up date” da vacina quadrivalente contra o HPV (Luisa Villa – USP/SP)

9h30 às 10h – Imunologia da infecção pelo HPV (Ana Katherine Gonçalves – UFRN/PTGI)

10h às 10h50 – Explorando biomarcadores imunológicos durante a infecção pelo papilomavírus humano (Janaína Freitas – UFRN)

10h50 às 11h – Coffee break

11h – 11h30 – Imunologia da infecção pelo HPV em gestantes

11h30- 12h – Divulgação manuseio, conservação e técnica de aplicação e preço das vacinas contra o HPV (Carlos Alexandre Medeiros – Merck Sharp &Dohme)

11h30-12h – Discussão

12h00 – 14h00 – Almoço

Mesa redonda – Prevenção e Abordagem das lesões induzidas pela HPV   (Coordenadora: Walkiria Alcoforado)

14h às 14h30 – Prevenção do câncer do colo do útero (Severina Pereira de Oliveira – Sesap)

14h30 às 15h – Epidemiologia da infecção pelo HPV (Luisa Villa – USP/SP)

15h às 15h30 – Conduta nas lesões de alto e baixo alto grau (Ana Karla Freitas -UFRN/UNP)

15h30 às 16h – Abordagem das pacientes gestantes (Conceição Cornetta UFRN/UNP)

16h00 às 16h30 – Conduta na criança com condiloma genital. (M. José P M. Silva – UNP)

16h30 às 17h – Medicina baseada em evidências – Condutas nas mulheres imunodeprimidas/HIV (Ricardo Cobucci- UNP)

17h – Encerramento

RN realiza seu primeiro transplante de válvula cardíaca do ano

a manhã desta quarta-feira (29), foi realizado o primeiro transplante do ano de válvula cardíaca no RN. O procedimento foi realizado com êxito numa criança, que se encontra no pós-operatório da UTI da Promater, onde a cirurgia ocorreu.

 

Trata-se de um procedimento altamente especializado, que, no Estado, só aconteceu uma vez no ano passado. A válvula doada foi encaminhada pelo Banco de Válvulas de Curitiba, no Paraná. Segundo o coordenador da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do Rio Grande do Norte (CNCDO), Rodrigo Furtado, a cirurgia representa um avanço propiciado pela logística desenvolvida pelo Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde.

 

“A cooperação entre os estados vem fortalecendo o Sistema Único de Saúde e mudando a história dos pacientes de todo o país à espera de um órgão para transplante”, afirmou o coordenador.

MINISTÉRIO PÚBLICO ACOMPANHA A REGULAÇÃO ATIVA DO WALFREDO GURGEL

O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel recebeu esta semana, a visita da Promotora de Justiça, Iara Pinheiro de Albuquerque. O objetivo foi confrontar os resultados obtidos com a Regulação Ativa  das Emergências Médicas, iniciada pelo SAMU Metropolitano, no último dia 10, com os dados registrados no relatório elaborado pelo Ministério Público realizado no mês de janeiro.

Participaram da visita o diretor geral do HMWG, Mozar dias de Almeida, a diretora médica, Luciene Paiva, o diretor Administrativo, Josenildo Lira, a diretora de enfermagem Mara Arruda de Almeida, o coordenador do Samu Metropolitano, Luiz Roberto Fonseca, e a Coordenadora de Hospitais e Unidades de Referência (Cohur) Almerinda Queiroz, a Promotora de Parnamirim, Luciana Assumpção, a Conselheira da Ordem dos Advogados do Brasil, Elke Mendes Cunha, a Promotora da Saúde de Natal, Kalina Filgueira, a promotora de Goianinha, Marília Regina.

Durante a inspeção, as autoridades percorreram os corredores do Walfredo Gurgel, além de setores como o Politrauma, Atendimento Clínico e Observações 1 e 2. Na oportunidade, O diretor da unidade, Mozar Dias, falou sobre os casos que atualmente mais demandam atendimentos no Walfredo, que são os pacientes clínicos crônicos. “Dos 16 pacientes que hoje esperam por um leito de UTI, 10 são de Natal. O município de Natal não tem nenhum leito de UTI contratado na rede privada, ou mesmo um hospital público”, disse o diretor.

Um dos pontos abordados durante a visita, foi a situação dos hospitais de Natal que não cumprem na totalidade com o seu papel assistencial. É o caso do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL).

A metodologia do acolhimento com classificação de risco, adotada pelo Samu Metropolitano a fim de desafogar o Walfredo e, ao mesmo tempo, dar resolutividade  aos casos que não devem ser solucionados no hospital, também foi discutida.

Para o Coordenador do Samu Metropolitano, Luiz Roberto, é importante diferenciar, classificação e triagem. “Na classificação os pacientes são acolhidos, ouvidos e, só depois, avaliados, explicou”.

O Coordenador do Samu e o diretor do Hospital apontaram a criação de uma central de regulação única como uma das formas de dar resolutividade e uma melhor assistência aos pacientes do RN. Para Luiz Roberto, no entanto, a abertura de novos leitos de UTI se faz necessária. “As vagas devem ser do Sistema Único de Saúde (SUS), não dos hospitais!”, afirmou o coordenador.