RN se prepara para vacinar mais de 400 mil pessoas contra a gripe

Começa neste sábado, 5 de maio, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Com o tema “Proteger é cuidar” a campanha segue até o dia 25 de maio. No Rio Grande do Norte mais de 1.700 postos estarão disponíveis para a vacinação contra o vírus da influenza.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) espera imunizar cerca de 80% dos grupos elegíveis para a vacinação, o que representa 484.283 pessoas em todo o estado. Podem se vacinar as pessoas com 60 anos e mais de idade, os trabalhadores de saúde das Unidades que fazem atendimento para a influenza, as crianças da faixa etária de 6 meses a menores de 2 anos, as gestantes, os povos indígenas e a população prisional.

No dia 5 de maio, acontecerá o “Dia D” de mobilização nacional, com postos funcionando das 8h às 17h. A campanha será realizada numa parceria do Ministério da Saúde e secretarias estaduais e municipais de todo o país.

A vacina protege contra os três principais vírus que circulam no hemisfério Sul, entre eles o da influenza A (H1N1), como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como a vacina deste ano tem a mesma composição da distribuída no ano passado, pais e responsáveis devem estar atentos para a vacinação de crianças de seis meses e dois anos de idade. As que tomaram a vacina no ano passado devem tomar apenas uma dose neste ano. Já as que se vacinarão pela primeira vez precisam receber duas doses, com intervalo de 30 dias entre elas.

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HMWG promove curso para técnicos de enfermagem e nutrição

O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG), através da Divisão de Nutrição, promove nos dias 2 (das 14h às 18h), 3 (das 18h30 às 22h30), 15 (das 18h30 às22h30) e 17 (das 14h às 18h e das 18h30 às 22h30) de maio, no auditório, o primeiro módulo do Curso sobre Nutrição Enteral.

A capacitação é destinada a técnicos de enfermagem e de nutrição. As inscrições já se encontram abertas e devem ser feitas no Núcleo de Educação Permanente (NEP).  Atualmente, em torno de 80 pacientes necessitam da preparação no HMWG.

A Nutrição Enteral consiste na combinação de diversos nutrientes que, após absorvidos pelo organismo, geram um ganho calórico e nutricional mais rápido e eficiente.  Subdividida em dietas para pacientes renais ou diabéticos, só deve ser utilizada sob orientação de um médico ou de um nutricionista.

A nutricionista, Selma Menezes Barros, explica que “há uma restrição para o uso da preparação. Quando o intestino não está funcionando bem, não absorve adequadamente os nutrientes, há a indicação de outra dieta chamada parenteral”, explica.

 

Médicos do RN iniciam greve neste domingo

Médicos do Estado iniciam greve no próximo domingo a partir das 7h da manhã. O movimento grevista definido, agora à noite, em assembleia no Sindicato foi motivado pela falta de negociação do governo às reivindicações da classe. Dentro do regime de greve serão paralisadas todas as atividades eletivas, como consultas, exames e cirurgias, além de se reduzir em 30% os atendimentos de urgência de toda a rede de saúde do estado.
Entre as reivindicações dos médicos do Estado estão: incorporação da gratificação de alta complexidade para todos os médicos, o Piso Fenam; a criação de uma gratificação de plantão para unidades de saúde de 24 horas; condições de trabalho nas unidades da SESAP, e posição contrária à terceirização proposta nas unidades estaduais. Outro ponto bastante apontado pelos profissionais é a falta de abastecimento dos hospitais e unidades de saúde e a que tem impossibilitado o atendimento dos pacientes.
Fonte Eduardo Silva

Presos são amarrados a grades no CDP da zona Norte

Foto:Alex Regis (TN)

Foto:Alex Regis (TN)

Um preso envolvido com drogas e outro acusado de assalto foram as primeiras vítimas do jogo de empurra que está ocorrendo no governo, entre o sistema prisional e o de segurança pública, para ver quem fica com a custódia de pessoas acusadas de crimes e detidas em flagrante delito.

“Abel” e “Gustavo”, foram como eles, sem quererem muita conversa, identificaram-se. Os dois estavam amarrados, de um lado e outro, no portão de entrada do Centro de Detenção Provisória (CDP), na avenida João Medeiros Filho, Zona Norte de Natal.

O delegado de Plantão Antônio Lemos Cavalcanti não quis gravar entrevista, mas disse que estava cumprindo uma determinação do Conselho Superior de Polícia (Consepol), que na sexta-feira (27) orientou a todos os delegados de Polícia Civil, para ao término da lavratura de um auto de prisão em flagrante delito, e quando do cumprimento de mandado judicial de prisão, “deverão encaminhar os presos para o estabelecimento adequado do sistema prisional”.

A orientação do  Consepol é de que a medida fosse tomada “logo após a realização do exame do corpo de delito”. Em caso de recusa do recebimento por parte do servidor responsável pelo estabelecimento prisional,, a autoridade policial “deverá proceder com o que se encontra estabelecido na recomendação ministerial 005/2011, datada de 27 de setembro de 29011, do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial”.

No caso, segundo a resolução  01/12 do Consepol assinada pelo delegado geral de Polícia, Fábio Rogério Silva, o policial condutor deverá algemar o preso junto às grades ou outro ponto fixo no interior do estabelecimento, com algemas descartáveis (tipo abraçadeira, confeccionados em material sintético) e advertir o agente penitenciário presente de que, a partir daquele momento, o conduzido estará sob a responsabilidade da Coordenadoria de Administração Penitenciária (Coap), vinculada à Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania.

Em seguida, segundo a resolução do Conselho da Polícia Civil, a polícia judiciária se retira do local, “devendo certificar tudo na cópia do auto de prisão em flagrante ou do mandado judicial, com a assinatura de testemunhas presentes, que poderão ser os próprios policiais civis que auxiliaram na condução”.

O agente penitenciário que estava no CDP da Zona Norte não quis receber o preso e disse que qualquer informação tinha de partir da Sejuc, porque lá existiam 50 presos e “não tinha como receber mais ninguém”.

O ex-coordenador da Coap, José Olímpio da Silva, voltou a responder só pelo expediente do órgão, mas informou que “já existe uma decisão”, desde o ano passado, para que nenhum preso fosse algemado fora da cela, “para não denegrir a imagem dele”.

José Olímpio não lembra a data exata, mas disse que em setembro ou outubro do ano passado o juiz das Execuções Penais, Henrique Baltazar dos Santos determinou que nenhum agente penitenciário não recebesse presos para ficarem algemados do lado de fora das celas: “Estão passando por cima da ordem dele”.

Olímpio disse que o CPD da Zona Norte “está praticamente desativado”, depois que ocorreu uma rebelião e as paredes foram abaixo. “Os presos que existem lá são aqueles enquadrados na Lei Maria da Penha e não em crimes comuns”, acrescentou ele, que finalizou: “A gente atende o que o juiz manda, não é o que o delegado manda ou o Ministério Público manda”. Um preso envolvido com drogas e outro acusado de assalto foram as primeiras vítimas do  jogo de empurra que está ocorrendo no governo, entre o sistema prisional e o de segurança pública, para ver quem fica com a custódia de pessoas acusadas de crimes e detidas em flagrante delito.

“Abel” e “Gustavo”, foram como eles, sem quererem muita conversa, identificaram-se. Os dois estavam amarrados, de um lado e outro, no portão de entrada do Centro de Detenção Provisória (CDP), na avenida João Medeiros Filho, Zona Norte de Natal.

O delegado de Plantão Antonio Lemos Cavalcanti não quis gravar entrevista, mas disse que estava cumprindo uma determinação do Conselho Superior de Polícia (Consepol), que na sexta-feira, dia 27,  orientou a todos os delegados de Polícia Civil, para ao término da lavratura de um auto de prisão em flagrante delito, e quando de do cumprimento de mandado judicial de prisão, “deverão encaminhar os presos para o estabelecimento adequado do sistema prisional”.

A orientação do  Consepol é de que a medida fosse tomada “logo após a realização do exame do corpo de delito”. Em caso de recusa do recebimento por parte do servidor responsável pelo estabelecimento prisional,, a autoridade policial “deverá proceder com o que se encontra estabelecido na recomendação ministerial 005/2011, datada de 27 de setembro de 29011, do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial.

No caso, segundo a resolução  01/12 do Consepol assinada pelo delegado geral de Polícia, Fábio Rogério Silva, o policial condutor deverá algemar o preso junto às grades ou outro ponto fixo no interior do estabelecimento, com algemas descartáveis (tipo abraçadeira, confeccionados em material sintético) e advertir o agente penitenciário presente de que, a partir daquele momento, o conduzido estará sob a responsabilidade da Coordenadoria de Administração Penitenciária (Coap), vinculada à Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania.

Em seguida, segundo a resolução do Conselho da Polícia Civil, a polícia judiciária se retira do local, “devendo certifica tudo na cópia do auto de prisão em flagrante ou do mandado judicial, com a assinatura de testemunhas presentes, que poderão ser os próprios policiais civis que auxiliaram na condução”.

O agente penitenciário que estava no CDP da Zona Norte, não quis receber o preso e disse que qualquer informação tinha de partir da Sejuc, porque lá existiam 50 presos e “não tinha como receber mais ninguém”.

O ex-coordenador da Coap, José Olímpio da Silva, voltou a responder só pelo expediente do órgão, mas informou que “já existe uma decisão”, desde o ano passado, para que nenhum preso fosse algemado fora da cela, “para não denegrir a imagem dele”.

José Olímpio não lembra a data exata, mas disse que em setembro ou outubro do ano passado o juiz das Execuções Penais, Henrique Baltazar dos Santos determinou que nenhum agente penitenciário não recebesse presos para ficarem algemados do lado de fora das celas: “Estão passando por cima da ordem dele”.

Olímpio disse que o CPD da Zona Norte “está praticamente desativado”, depois que ocorreu uma rebelião e as paredes foram abaixo. “Os presos que existem lá são aqueles enquadrados na Lei Maria da Penha e não em crimes comuns”, acrescentou ele, que finalizou: “A gente atende o que o juiz manda, não é o que o delegado manda ou o Ministério Público manda”.

O juiz das Execuções Penais, Henrique Baltazar dos Santos, disse que o caso ocorrido no CDP da Zona Norte é um crime e abuso de autoridade da parte da autoridade policial.  Segundo ele, “era para o agente penitenciário ter prendido” quem deixou os dois presos lá, algemados no portão de entrada do presídio.

Henrique Baltazar dos Santos considerou “um absurdo” o que está ocorrendo, além de estar “ferindo os direitos humanos dos presos”.

Como não é juiz de conhecimento dos processos criminais originais, Henrique Baltazar afirmou que o Ministério Público deve tomar as providências a respeito do caso, pois se ocorrer alguma coisa diante da recusa da Polícia em receber o preso, “a responsabilidade recairá sobre quem o deixou”.

Fonte: Tribuna do Norte

 

O vilão da Bíblia

Erguido por Herodes, o palácio em três níveis desce pela encosta norte de Masada - a realização de um soberano há muito vilipendiado, mas hoje reconhecido como um arquiteto magistral. Com técnicas de construção romanas, ele criou obras-primas de assombrosa beleza

Quem foi Herodes, rei brilhante e cruel

por Tom Mueller
Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL

Quase 13 quilômetros ao sul de Jerusalém, onde as últimas oliveiras mirradas começam a se confundir com as extensões áridas do deserto da Judéia, ergue-se um morro, um cone íngreme de topo plano, parecido com um pequeno vulcão. Ali fica o Herodium, um dos grandiosos empreendimentos arquitetônicos de Herodes, o Grande, rei da Judéia que transformou uma pequena colina em um imponente monumento de cantaria alvacenta e o circundou de palácios recreativos, enormes piscinas e jardins em terraços. Governante astuto e generoso, general brilhante e um dos mais imaginativos construtores do mundo antigo, Herodes elevou seu reino a um patamar de prosperidade e poderio até então jamais visto. Contudo, ele ainda é mais conhecido como o dissimulado e homicida monarca do Evangelho segundo Mateus, o homem que mandou massacrar todos os meninos de até 2 anos que viviam em Belém, em uma fracassada tentativa de eliminar o recém-nascido Jesus, que, de acordo com a profecia, estava destinado a ser o rei dos judeus. No decorrer da Idade Média, Herodes tornou-se a própria figura do anticristo: em manuscritos iluminados e gárgulas góticas, ele é retratado arrancando a própria barba em fúria e brandindo a espada contra as crianças enquanto o demônio lhe sussurra ao ouvido. Mas é quase certo que Herodes é inocente desse crime, mencionado apenas no relato de Mateus. Isso não o isenta da morte de outras crianças, entre as quais três de seus filhos, assim como de sua mulher, de sua sogra e de vários outros membros da corte. Toda a sua existência foi marcada por uma mescla de criatividade com crueldade, de harmonia com caos de uma forma que extrapola os limites de nossa imaginação moderna.

O arqueólogo israelense Ehud Netzer passou as últimas cinco décadas empenhado na descoberta do verdadeiro Herodes, não em palavras, mas em blocos de pedra. Netzer escavou muitos dos principais locais construídos por Herodes na Terra Santa, explorando os palácios habitados pelo soberano, as fortalezas em que combateu, as paisagens nas quais se sentia mais à vontade. Dentre as inúmeras obras realizadas por Herodes, o Herodium é a única que faz referência a seu nome. Foi ali, no término de uma carreira audaciosa e sanguinolenta, que seu corpo foi colocado em um majestoso mausoléu.

O local exato do túmulo de Herodes permanecera um mistério durante quase dois milênios, até que, em abril de 2007, Netzer e seus colegas da Universidade Hebraica de Jerusalém o encontraram, na encosta superior do Herodium. Essa descoberta lança novas luzes sobre uma das personalidades mais intrigantes do mundo antigo, e revela indícios do ódio que Herodes despertava entre seus contemporâneos. Também provocou um incidente político: os palestinos argumentaram que os artefatos recuperados no sítio arqueológico lhes pertenciam por direito, enquanto os colonos judeus afirmaram que a presença do túmulo confirmava as reivindicações judaicas pelo território da Cisjordânia. Para Netzer, cujas escavações de vários sítios associados a Herodes já foram interrompidas por guerras, invasões e revoltas, a controvérsia não tem nada de novo. Na Terra Santa, a arqueologia é um tema tão político quanto a própria soberania.

Herodes nasceu no ano de 73 a.c. e foi criado na Judéia, um reino situado no âmago da antiga Palestina e que na época estava convulsionado por conflitos civis e dilacerado entre inimigos poderosos. A dinastia dos macabeus, que haviam governado a Judéia por 70 anos, estava dividida por feroz disputa pelo trono entre dois príncipes irmãos, Hircano II e Aristóbolo II. O reino, por sua vez, estava no centro de um conflito geopolítico mais amplo, entre as legiões romanas a norte e a oeste, e os partos, inimigos de Roma, a leste. O pai de Herodes, principal conselheiro de Hircano e general talentoso, acabou alinhando-se aos romanos, que expulsaram Aristóbolo e fizeram de Hircano o soberano da Judéia.

Desde pequeno, Herodes pôde comprovar os benefícios de uma boa convivência com os romanos – posição que sempre foi considerada uma traição do povo judeu – e foram esses poderosos aliados que acabariam por colocá-lo no trono. Durante toda a sua trajetória, ele tentou reconciliar as demandas romanas com as de seus súditos judeus, que zelavam por sua independência política e religiosa. A manutenção desse frágil equilíbrio tornara-se tarefa ainda mais difícil em função da história familiar de Herodes: a mãe dele era de uma etnia árabe, e o pai, um edomita. Embora tenha sido criado como judeu, Herodes estava longe de partilhar o prestígio social das poderosas e antigas famílias de Jerusalém, dignas de fornecer os sumo-sacerdotes, como havia sido o caso dos soberanos macabeus. Muitos de seus súditos consideravam Herodes um forasteiro – um “semijudeu”, como diria mais tarde seu primeiro biógrafo, o soldado e aristocrata judeu Flávio Josefo – e continuaram a lutar por uma teocracia macabéia. Em 43 a.C., o pai de Herodes morreu envenenado por um agente macabeu. Três anos depois, quando os partos invadiram a Judéia, uma facção macabéia rival aliou-se aos invasores, depôs e mutilou Hircano e voltou-se contra Herodes.

Naquele momento de crise, Herodes buscou a ajuda dos romanos. Escapou de Jerusalém com a família e, após derrotar os partos e seus aliados judeus em uma batalha no local em que mais tarde ergueria o Herodium, ele viajou até Roma, onde o Senado, reconhecendo sua inabalável lealdade, o nomeou rei da Judéia. Herodes deixou o edifício do Senado de braços dados com dois dos homens mais poderosos do mundo romano: Marco Antônio, o soldado e orador que governava a parte oriental do Império Romano, e Otaviano, o jovem que comandava a região ocidental – e que, nove anos mais tarde, derrotaria Marco Antônio e ficaria à frente de todos os domínios romanos, adotando em seguida o título imperial de “Augusto”. Depois, em um ato que simbolizava os inúmeros compromissos que teria para se manter no poder, Herodes liderou a procissão até o alto do monte Capitolino, onde ficava o Templo de Júpiter, o santuário mais sagrado dos romanos, e ali o rei da Judéia ofereceu um sacrifício às divindades pagãs de Roma.

Herodes agora tinha seu reino, mas ainda lhe faltava conquistá-lo, e isso exigiu três anos de duros combates. Por fim, em 37 a.C., ele conseguiu dominar Jerusalém e, pelo menos politicamente, tinha a seus pés toda a Judéia. Para reforçar sua autoridade social e religiosa, ele divorciou-se da primeira esposa, Doris, e casou-se com Mariamne, uma princesa macabéia. Mas isso não eliminou a ameaça dos macabeus. Dois anos depois, durante o festival religioso de Sukkot, o irmão adolescente de Mariamne, e sumo-sacerdote do Segundo Templo, foi alvo de uma calorosa manifestação de apoio por parte da multidão de devotos. Temeroso de que o jovem viesse a usurpar o trono, Herodes arranjou para que o afogassem em uma piscina de seu palácio em Jericó.

Os macabeus não eram o seu único motivo de preocupação. Entre os anos de 42 e 31 a.C., enquanto Marco Antônio governava a porção oriental do império, Herodes sempre se mostrou amigo e aliado confiável. E isso a despeito das ambições de Cleópatra, a bela rainha egípcia que se casara com Marco Antônio e convencera o apaixonado marido a lhe transferir partes seletas do reino de Herodes, a quem ela tentou até mesmo seduzir – ele preferiu esquivar-se a essas investidas amorosas. Em 31 a.C., a paisagem política sofreu uma reviravolta com a Batalha de Ácio, na qual Otaviano derrotou os exércitos de Marco Antônio e Cleópatra, tornando-se o primeiro imperador de Roma. Consciente de que Otaviano não veria com bons olhos a longa amizade com Marco Antônio, Herodes correu para a ilha de Rodes a fim de encontrar-se com o novo imperador e apresentou-se a ele sem a coroa, mas com toda a sua dignidade régia. Em vez de minimizar sua devoção a Marco Antônio, Herodes preferiu ressaltá-la, prometendo servir a seu novo senhor com a mesma fidelidade. Otaviano ficou de tal modo impressionado com a postura de Herodes que acabou por confirmá-lo como soberano da Judéia, e depois ainda acrescentou outros territórios a seus domínios, comentando que a megalopsychia de Herodes – a sua grandeza de espírito – mal se adaptava a um reino tão pequeno quanto a Judéia.

SESAP promove oficina sobre toxoplasmose na 6ª Região de Saúde

A IV Unidade Regional de Saúde Pública, sediada em Pau dos Ferros realizou esta semana, uma Oficina sobre Toxoplasmose na gravidez. O evento foi direcionado aos enfermeiros e médicos do Programa de Estratégias Saúde da Família dos 36 municípios que compõem aquela região.

A gerente da IV região, Jeane Cleide, falou sobre  a importância dessas qualificações  para esses profissionais. “ Estamos nessa oportunidade apresentando a esses profissionais, o protocolo de diagnóstico e tratamento nessa área”, disse a gerente.

A oficina foi coordenada pelas médicas Andréia Ferreira Nery  e Maria do Carmo Lopes de Melo, integrantes do Grupo de Saúde da Mulher da Secretaria de Estado da Saúde Pública, além  do  apoio técnico de Paulo Bernadino, responsável  pela área de Saúde da Mulher da VI Ursap.

Na ocasião,  as técnicas chamaram a atenção para o rigor nos exames de pré-natal, principalmente na primeira consulta, já que a doença durante a gravidez é, frequentemente, silenciosa, assintomática ou apresenta sintomas leves; tornando o diagnóstico clínico difícil. “Alguns exames laboratoriais  são imprescindíveis na primeira consulta, pois se o resultado for positivo, a gestante terá que iniciar o tratamento imediatamente”,disse Andreia Ferreira.

 

Toxoplasmose

A toxoplasmose é a infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, um parasita intracelular que tem, nas células do sistema nervoso central, e dos músculos estriados, as principais localizações dos cistos tissulares, embora possam localizar-se em quase todos os tecidos. Vários animais podem funcionar como hospedeiros intermediários, sobretudo, mamíferos, dentre estes, o homem, mas são nos gatos onde se dá o ciclo sexual de reprodução do parasita.