Uruguaios elegem novo presidente neste domingo

Neste domingo (30), mais de 2,5 milhões de uruguaios deverão comparecer às urnas para eleger, em segundo turno, o sucessor do atual presidente José Mujica. Estão na disputa o socialista Tabaré Vázquez, candidato da Frente Ampla, um médico oncologista de 74 anos, que presidiu o país entre 2005 e 2010, e o deputado federal Luis Lacalle Pou, de 41 anos, que concorre pelo Partido Nacional e tem, na segunda rodada de votação, o apoio do Partido Colorado.

Pelas últimas pesquisas, Vazquez é franco favorito, com ampla margem sobre o oponente. Ele ficou com 47.8% dos votos no primeiro turno e, conforme os mais recentes levantamentos, deve obter amanhã entre 53% e 55% da preferência do eleitorado. O atual chefe do governo uruguaio teve 54.63% dos votos no segundo turno de 2009, vencendo u o ex-presidente Luis Alberto Lacalle, pai do candidato nacionalista. Em todo o país, 2,62 milhões de eleitores estão habilitados para a votação, que irá das 8h às 19h30. Há possibilidade de que os locais de votação permanecerem abertos por mais uma hora, se, ao fim do prazo, ainda houver eleitores dentro das seções.

Inscrições para bolsas remanescentes do ProUni seguem até segunda (1)

Termina nesta segunda-feira (1º) o prazo de inscrição para os estudantes matriculados em instituições particulares de educação superior candidatos a vagas remanescentes do Programa Universidade para Todos (ProUni). Podem participar dessa etapa do programa estudantes que tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e obtido, na mesma edição do exame, média igual ou superior a 450 pontos e nota na redação que não seja zero.

Antes de fazer a inscrição, o candidato deve se cadastrar no sistema de bolsas remanescentes, na página do programa na internet. No cadastro, é necessário informar o número do CPF e a data de nascimento. Esses dados permitem que o sistema de inscrição verifique se o estudante participou do Enem e cumpre os requisitos para concorrer à bolsa. O ProUni oferece a estudantes brasileiros de baixa renda bolsas de estudos integrais e parciais (50% da mensalidade) em instituições particulares de educação superior que ofereçam cursos de graduação e sequenciais de formação específica.

Vendas online na Black Friday superam R$ 870 milhões

As vendas ao longo da Black Friday somaram R$ 871,9 milhões nas lojas online do Brasil em 2014. O valor é 48% maior do que o registrado na mesma data há um ano, segundo dados da empresa responsável por análises de risco ClearSale e da criadora do site Black Friday.com.br, a Busca Descontos.

Foram registrados 2,092 milhões de pedidos pela internet. O levantamento ainda revela que os produtos mais procurados pelos consumidores foram os eletrônicos, com 42% das vendas, seguidos dos artigos de esporte e lazer, com 15%. Na sequência, apareceram os itens de informática (11%), viagens (10,6%) e moda (7,3%). O tradicional dia de descontos está em sua quarta edição no Brasil e também englobou o comércio de lojas físicas, porém os dados sobre as vendas nessa categoria não foram divulgados até o momento.

Caicó está entre as 14 cidades do RN com pontos vulneráveis à exploração sexual, aponta PRF

O Núcleo de Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Norte (PRF/RN) informou ao Jornal De Fato de Mossoró que 14 municípios potiguares têm pontos vulneráveis e são eles: Mossoró, Acari, Pau dos Ferros, Areia Branca, Currais Novos, Rafael Fernandes, Santa Cruz, Apodi, Assu, Caicó, Jardim do Seridó, Luís Gomes, Santo Antônio e Upanema.

Em todo o estado foram notificados 27 pontos vulneráveis, sendo seis de baixo risco, 16 de médio risco, quatro de alto risco e um ponto crítico na BR 226 no município de Santa Cruz. O RN teve uma redução de 65% no número de pontos vulneráveis, baixando de 79 para 27 pontos desde o último levantamento do Projeto Mapear.

500 mil animais serão sacrificados à deusa Gadhimai durante festival

Mais de 500 mil animais devem ser abatidas no Nepal durante uma festa religiosa com duração de dois dias. Milhões de fiéis hindus se reúnem para a cerimônia, que ocorre a cada cinco anos no templo de Gadhimai, chamada de “a deusa do poder”.

A matança ocorre em Bariyarpur, perto da fronteira com a Índia. A maioria dos sacrifícios são búfalos, mas pássaros, porcos e cabras também são ofertas populares.

O objetivo do derramamento de sangue, que começou às 3 da manhã, é apaziguar a deusa e pedir “sorte e prosperidade”.

Cerca de 2,5 milhões de pessoas comparecem ao festival, de acordo com Yogendra Prasad Dulal, funcionário do governo local. Ele disse que é impossível estimar o número total de animais sacrificados. “É um ritual relacionado com a fé das pessoas”, explica Dulal. ‘Não podemos ferir os seus sentimentos e proibir a prática”.

“Somente nas primeiras horas do dia [28] foram abatidos mais de 6.000 búfalos, e pelo menos, 100.000 cabras”, comemora Mangal Chaudhary, principal sacerdote do templo local de Gadhimai. As festividades continuam no sábado, quando o total de animais mortos para agradar a deusa deve passar de meio milhão. É difícil precisar, pois não há nenhum tipo de registro oficial.

O ritual começa de madrugada, com o cerimonial ‘Pancha bali’, onde são sacrificados cinco animais: um rato, uma cabra, um galo, um porco e um pombo. Os sacerdotes se cortam e oferecem um pouco do próprio sangue, enquanto invocam as bençãos da deusa. As espadas curvas são as ferramentas mais comuns para os rituais.

As cabeças dos animais sacrificados são enterradas em um buraco enorme, enquanto o couro dos animais é vendidos para os comerciantes que tenham contratado para comprá-los. Toda a carne dos animais é reunida em um só local, onde é apresentada à divindade, mas não é consumida pelos fiéis. O Nepal é um país bastante pobre, mas parece ser um motivo de orgulho para os hindus locais o fato de hospedarem periodicamente o “maior sacrifício religioso do mundo”.

A Suprema Corte da Índia pediu recentemente que o governo impedisse a importação de gado (búfalos especificamente) vivo sem licença para o país. Ao contrário dos indianos, que não matam nem comem animais, os hindus nepaleses frequentemente fazem sacrifícios de sangue para apaziguar divindades durante os festivais religiosos. Mais de 80% dos 27 milhões de habitantes do Nepal são praticantes do hinduísmo.

Ativistas de direito dos animais estão fazendo campanhas contra o festival. N.G. Jayasimha, diretor da Sociedade Internacional Humanista da Índia, que acompanha tudo diretamente do local do templo, dispara: “Isso é realmente uma insanidade. Não há estradas, nem infraestrutura, sequer um simples meio de transporte que os traga, ausência de banheiros ou água potável. Mesmo assim, há gente por todos os lados. Um imenso número de pessoas chega até o vilarejo, trazendo consigo os animais para serem mortos”.

Ele lembra que no último festival, em 2009, o total de participantes foi perto de 5 milhões. Considera que as diversas campanhas de ativistas e do governo tenha desestimulado o mesmo fluxo este ano. Com informações de News Week e Daily Mail

Bíblia católica apresenta o “Jesus negro”

Provar que Jesus era negro é uma especulação antiga, tema de vários encontros teológicos e livros sobre o assunto.Representações artísticas do tema não faltam. Na ficção televisiva, já deu origem a muita controvérsia.

Embora a Bíblia não o descreva fisicamente, existem centenas de congregações norte-americanas que usam a imagem de um Jesus negro para contrastar com a figura loira de olhos claros que ganhou popularidade em quase todo o ocidente.

Talvez como sinal dos tempos em que o politicamente correto está na ordem do dia, uma nova Bíblia para jovens apresenta ilustrações que retratam vários personagens bíblicos como homens e mulheres de origem africana (inclusive os anjos).

A Bíblia da Juventude Afro-americana foi lançada após quatro anos de debate, apresentando “comentários, notas de rodapé e obras de arte destinadas a informar os jovens afro-americanos sobre as Escrituras”.

Seu idealizador é o Bispo emérito John H. Ricard, da Flórida. Além de reitor do Seminário Saint Joseph, em Washington, é o atual presidente do Congresso Nacional de Católicos Negros e coordena a Editora Saint Mary, que lançará a obra em janeiro de 2015.

“Nós queríamos ter algo que apelasse para nossos jovens e queríamos fazer que fosse o mais relevante possível para as suas vidas”, explica Ricard, em uma entrevista com o Catholic News Service. “Depois de muitos anos de estudo, pensamos que esta seria uma forma eficaz de fazer isso”. Durante a concepção do projeto, estiveram envolvidos mais de 200 autores, consultores teológicos e ilustradores.

A Bíblia inclui estudos temáticos mostrando um pouco da história dos negros nos EUA e da história da Igreja Católica em geral.  “Essa Bíblia é resultado de uma série de pesquisas”, explica o bispo. “Na Bíblia, falamos sobre escravidão e procuramos explicar melhor o que isso significa para a história dos afro-americanos nos Estados Unidos”, ressalta.

O padre James Okoye atuou como editor da Bíblia. Ele conta que equilibrar a perspectiva bíblica com a história dos escravos que vieram para o continente americano não foi fácil.   Alguns dos estudos foram mais fáceis, como explicar que o Livro do Êxodo foi usado para manter viva a esperança dos afro-americanos durante os tempos da escravidão. Outros textos, como as encontradas nas cartas de Paulo, foram mais desafiadores.

“Você tem que mostrar que a Bíblia é a palavra de Deus, mas é a palavra de Deus, de acordo com o contexto humano”, esclarece Okoye. “Você tem Colossenses e Efésios, onde Paulo aparentemente aceita a escravidão como natural. Como você lida com isso requer um equilíbrio delicado, para mostrar como a palavra de Deus foi mal utilizada e como precisa ser  usada hoje em dia”.

Valerie Washington, diretor-executivo do Congresso Nacional de Católicos Negros, explica que o público-alvo são jovens negros entre 14 e 22 anos, mas que pode ser usada por qualquer pessoa.

“Nos queixamos que muitos jovens não estão na igreja e que o seu envolvimento não está crescendo tanto quanto gostaríamos”, disse Valerie. “Queremos que eles evangelizem seus conhecidos. Se queremos chegar até essa juventude de agora precisamos ser mais inclusivos. Esperamos que essa Bíblia os ajude a evangelizar e crescer na sua fé.”  Com informações de Catholic News Herald e NCR Online

Mudanças climáticas são sinais do Apocalipse? Pesquisa responde

Apenas 5% da população acredita que as mudanças climáticas são a questão mais importante de nossos dias. A questão da mudança do clima e seus efeitos sobre o ambiente fica atrás da falta de empregos (22%), o aumento da diferença entre ricos e pobres (18%), saúde (17%), o déficit orçamentário (13%) e o aumento do custo da educação (9%). No geral, cinco de cada oito (62%) dizem que os desastres naturais recentes são o resultado direto das alterações climáticas no planeta.

Esses são os resultados de relatório elaborado pelo Instituto Público de Pesquisa da Religião, disponível em www.publicreligion.org. A enquete foi realizada entre cidadãos norte-americanos.

Ao mesmo tempo, quase metade (49%) dos entrevistados acredita que os sinais do “fim dos tempos” se revelam nas catástrofes naturais. O número de americanos que acreditam que desastres naturais são evidência do apocalipse aumentou desde 2011, quando apenas 44% concordavam com a ideia.

Os evangélicos estão mais preocupados com a gravidade dos sinais bíblicos do “fim dos tempos” (77%). Os católicos de origem latina são o grupo mais interessado na mudança climática do ponto de vista bíblico.

Enquanto quatro em cada 10 (39%) americanos acreditam que Deus não permitiria que os seres humanos destruam a terra, pouco mais da metade (53%) pensam que isso seja possível.

Para 57% dos americanos, Deus deu ao homem a tarefa de viver de forma responsável com animais, plantas e outros recursos. Por outro lado, cerca de um terço (35%) acredita que Deus deu aos seres humanos o direito de usar animais, plantas e todos os outros recursos do planeta apenas para seu próprio benefício, afirma o relatório.

Curiosamente, embora 46% da população acredite que a Terra está ficando mais quente e culpam o ser humano por isso, 25% atribui o aumento da temperatura global a variações naturais do planeta ou a causas incertas.

Esse tipo de levantamento comprova que as crenças religiosas afetam a maneira como vemos o mundo e o que acontece nele.

Esta semana, uma declaração do cientista criacionista Ken Ham, gerou muita polêmica. Ele é presidente do Ministério Answers in Genesis [Respostas em Gênesis], conhecido pelo seu Museu da Criação.

Ham veio a público afirmar que, diferentemente do que a mídia divulga, os cientistas criacionistas não negam a existência de mudanças climáticas. Porém, justifica que este é um fenômeno que ocorre desde os tempos bíblicos.

Ele afirma que “Segundo a Bíblia, sabemos que houve um dilúvio global alguns milhares de anos atrás. Isso mudou completamente a superfície da Terra e o clima. O planeta ainda está se restabelecendo desta catástrofe. Portanto, é de se esperar que haja algumas variações climáticas. Isso não é algo alarmante e também não é o resultado direto da atividade humana moderna”. Com informações de Charisma News e Raw Story