Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas por diversos canais

Disque Denúncia 180, SOS Mulher e Portal da Mulher Potiguar. Essas três ferramentas estão disponíveis para qualquer cidadão potiguar que queira fazer denúncia de agressão contra a mulher, mesmo que seja apenas uma suspeita.
O SOS Mulher, que funciona 24 horas por dia através do número 0800 281 2336, é mantido pela Coordenadoria da Defesa da Mulher e das Minorias (CODIMM), órgão que faz parte da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed).
O Disque Denúncia 180, também conhecido como Central de Atendimento à Mulher, é um canal criado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). Ele recebe as ocorrências e encaminha para as forças de segurança dos estados de origem.
Já o Portal da Mulher Potiguar é iniciativa da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres do RN (SPM/RN). Ele funciona através do endereçohttp://mulherpotiguar.rn.gov.br

. Para registrar algum caso de violência, basta acessar a aba ‘Denúncia’.

Somente este ano, em todo o Estado esses serviços receberam 817 denúncias de violência contra mulheres. “São violências dos mais variados tipos, desde a mental até a física e sexual. Por isso a importância da denúncia e de preferência logo nos primeiros sinais de violência”, destacou Erlândia Passos, titular da Coordenadoria da Defesa da Mulher e das Minorias (CODIMM).
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1ª Câmara Cível mantém decisão e Município de Natal não deve restringir atuação do UBER

Nesta quinta-feira (24), a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RN negou provimento a um Agravo de Instrumento movido pelo Município de Natal contra decisão da 5ª Vara da Fazenda Pública de Natal, a qual havia determinado que o Município deveria se abster de praticar qualquer ato ou medida que restringisse ou impossibilitasse a atividade empresarial de transporte individual privado de passageiros – dentre eles a plataforma UBER.

Assim, fica mantida integralmente a decisão de primeira instância, proferida nos autos da Ação Civil Pública nº 0847411.50.2016.8.20.5001, que havia determinado também a suspensão de todas as multas e pontos computados em desfavor dos motoristas prestadores de transporte individual privado de passageiros por meio de aplicativos, em virtude da fiscalização efetuada pelo Município.

Alegações

No recurso apreciado pelo TJRN, o Município de Natal alegou que a empresa UBER não se sujeita a qualquer tipo de imposto ou fiscalização. Entende ainda que “não existindo lei, não há legalidade e, assim, impossível qualquer serviço ser prestado, o que se denota que, neste momento, a atividade UBER deve ser proibida”. Para a Procuradoria do Município, na perspectiva da livre concorrência, os taxistas da cidade estão em desvantagem, já que pagam impostos, o que não ocorre com a UBER.

Já o Ministério Público, autor da Ação Civil Pública, alegou que os serviços de transporte prestados pelos parceiros da UBER e pelos taxistas não se confundem e que competiria somente à União legislar sobre o transporte individual privado de passageiros.

Parecer da 12ª Procuradoria de Justiça opinou que a atividade desempenhada pelos parceiros da UBER se distingue da exercida pelos taxistas, que inclusive gozam de benefícios legais não estendidas aos primeiros. Recomendou também negativa ao Agravo.

Voto

O relator do Agravo de Instrumento, desembargador Cornélio Alves, aponta que o que está em discussão no recurso é se houve ou não o preenchimento dos requisitos que autorizam a concessão da tutela de urgência, conforme o Código de Processo Civil.

“Não deve portanto esta Corte exaurir as discussões relativas à natureza dos serviços prestados à sociedade pela UBER e seus parceiros, colaboradores, empregados na circunscrição do Município de Natal e à extensão dos poderes da Administração no que se referem àqueles. Estas controvérsias serão dirimidas, oportunamente, na ocasião do julgamento do mérito da Ação Civil Pública ou eventuais recursos posteriores”, observa o relator.

Ele ressalta que para o deferimento da tutela de urgência, não é necessária a prova cabal do direito invocado, mas apenas que estejam presentes elementos que evidenciem sua probabilidade e, ainda, o perigo de dano ou risco de resultado útil ao final do processo.

Aponta que a Lei Federal nº 12.587/2012 (Política Nacional de Mobilidade Urbana) contempla duas naturezas de transporte individual de passageiros: o transporte público e o transporte privado.

Em seu voto, o desembargador Cornélio Alves afirma que embora ainda não haja consenso na doutrina, a jurisprudência majoritária, até o momento, se inclina pela impossibilidade de se equiparar essas duas espécies de transporte individual motorizado de passageiros.

De acordo com o desembargador Cornélio Alves, a tese de que a atividade do UBER é ilícita devido à inexistência de regulamentação subverte a lógica do princípio da legalidade prescrito no artigo 5º da Constituição: “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. Ele observa que para a Administração Pública, o princípio é o da estrita legalidade, só podendo atuar caso haja previsão em lei.

“Não vejo como discordar, neste momento, do Juiz de 1º Grau. De fato, emergem dos autos elementos que apontam para a possibilidade de risco não só aos direitos coletivos à livre iniciativa e livre concorrência, mas também aos direitos individuais homogêneos dos consumidores substituídos”, destaca.

Para o membro da Corte de Justiça, as alegações do Município não foram acompanhadas de provas, enquanto que as arguições e documentação trazidas pelo Ministério Público preenchem, neste momento, as exigências para a concessão da tutela de urgência.

“Destaque-se, neste diapasão, que o autor, ora agravado, instruiu a inicial com sólidos estudos realizados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE, os quais apontam que o surgimento ou aumento do serviço de transporte privado individual motorizado, em outras Capitais, não afetou consideravelmente o nicho mercadológico explorado pelos taxistas, mas sim passou a suprir uma demanda reprimida, antes prima facie não atendida, criando aparentemente um novo, dinâmico e concorrido mercado”.

(Agravo de Instrumento Com Suspensividade n° 2016.018675-6)

Pleno do TJRN aprova por maioria de votos a agregação de oito comarcas

Com 14 votos a favor, o Pleno do Tribunal de Justiça do RN aprovou a Resolução que promove a agregação de oito comarcas no Estado. A decisão ocorreu durante a sessão administrativa da Corte, nesta quarta-feira (23). As comarcas abrangidas pela norma são as de Pedro Avelino que será agregada a de Lajes; a de Poço Branco que ficará vinculada a de João Câmara; Taipu agregando-se a Ceará-Mirim; a de São Rafael vinculando-se a Assu; Serra Negra do Norte a de Caicó; Janduís a de Campo Grande; comarca de Governador Dix-sept Rosado a de Mossoró; e a de Afonso Bezerra a de Angicos.

Os desembargadores atenderam a Resolução nº 184/2013, do Conselho Nacional de Justiça, e consideraram também a economia de despesas a ser gerada e o fato dessas comarcas serem deficitárias. “Essa medida é baseada em determinação do CNJ e também está embasada em um estudo de mais de dois anos de duração, feito pela UFRN”, ressaltou o presidente do TJRN, desembargador Expedito Ferreira.

Além da Resolução do CNJ, que determina a agregação, o presidente ressaltou que não é razoável a manutenção de comarcas com 20 processos novos por ano. O dirigente do Poder Judiciário potiguar lembrou que os TJs de estados como Bahia, Pernambuco e Ceará, para citar congêneres do Nordeste, já promoveram a agregação.

O desembargador disse ainda que a Presidência irá estudar proposta do desembargador Cornélio Alves para que as comarcas agregadas tenham um posto avançado de atendimento do Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc). O dirigente do Poder Judiciário potiguar adiantou também que a agregação deverá começar por uma comarca piloto, que servirá de padrão para as demais agregações. “Vamos estudar as melhores ações a serem adotadas e apresentar um calendário sobre essas alterações”, observou o presidente do TJRN.

A apreciação da medida começou na sessão administrativa de 9 de agosto, quando nove desembargadores apresentaram votos a favor da agregação. Na oportunidade, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional RN (OAB/RN), Paulo Coutinho, destacou que a reação dos advogados atuantes no interior quanto a proposta apresentada pelo Tribunal é absolutamente positiva. “As comarcas que estão sendo agregadas não se justificam, não só pelo número de processos como também pelo fato de estarem próximas de outras”, observou o representante dos advogados. Coutinho salientou que desde o começo da atual gestão, o TJ tem procurado se aperfeiçoar, sobretudo na organização judiciária, e com a Resolução dá um passo importante neste sentido.

Debate

Durante o debate sobre a agregação, o desembargador Cláudio Santos externou sua posição contrária à agregação. Nesta quarta, o magistrado trouxe voto-vista sobre o assunto, com aspectos que abordaram a legalidade e a economia a ser gerada com a agregação. No entender dele, comarcas com mais de 100 anos de existência deixarão de funcionar e que os cidadão de algumas cidades terão que se deslocar por muitos quilômetros para comparecer a unidades judiciárias. Ele defendeu que a mudança só pode ser feita por meio de projeto de lei e não de resolução.

O procurador geral de Justiça, Eudo Leite, havia chamado a atenção, no dia 9, sobre a situação da comarca de Afonso Bezerra, que em futuro próximo poderá abrigar um ou dois presídios. Do presidente do TJRN ele ouviu que essa situação, se for confirmada, poderá ser analisada no futuro. O desembargador Expedito Ferreira e outros desembargadores lembraram que a agregação é reversível, caso as comarcas antigas registrem número de processos que fique dentro da média mínima para justificar a existência de comarcas, segundo a Resolução 184 do CNJ.

A agregação de oito comarcas – inicialmente seriam 12 – foi definida após nova conferência dos números das unidades deficitárias e com poucos processos. De acordo com a análise do dispositivo do Conselho Nacional de Justiça, a média de processos novos anual dos anos de 2014 a 2016 caiu de 537 para 439 processos. O que ensejou a redução das 12 iniciais para as oito comarcas enquadradas pela Resolução do TJRN, aprovada nesta quarta-feira.

Desembargadores

“As alterações realizadas pelo Poder Judiciário estão sendo feitas sem trazer qualquer prejuízo ao jurisdicionado, estamos enxugando gastos e comarcas reconhecidamente deficitárias”, pontuou o desembargador Amaury Moura, que entende que a matéria não precisa de autorização legislativa. “As preocupações do desembargador Claudio Santos são importantes, mas uma orientação normativa nos obriga a tomar esta decisão”, reforça o decano da Corte.

O desembargador Saraiva Sobrinho lembrou que o tema foi discutido exaustivamente e que a matéria foi aprimorada. “Esta decisão tem base em estudo da Universidade e em determinação do CNJ”, afirmou. “Como não se trata de extinção, mas sim de agregação, não é necessária uma lei para disciplinar o assunto, pois a matéria é administrativa”, salientou o magistrado.

“Parabenizo a equipe de Vossa Excelência, que trabalhou no projeto”, salientou o desembargador Virgílio Macêdo Jr. ao mencionar que o STF já se posicionou sobre a agregação.

No entendimento do desembargador Amílcar Maia, o Tribunal deve estabelecer mecanismos para avaliar a situação das comarcas agregadas. Isto, dentro de uma periodicidade que permita verificar se ocorrerá diminuição ou aumento de volume processual nas cidades abrigadas pela comarca agregada.

Saiba mais

A medida foi proposta pela Presidência do TJRN com base no estudo “Análise Retrospectiva e Prospectiva da Demanda Judicial e Adequação Organizacional: um estudo de caso do Poder Judiciário do Rio Grande do Norte”, realizado pela Universidade Federal (UFRN), no ano de 2016. A agregação de comarcas com pouca quantidade de processos possibilita o desenvolvimento da comarca agregadora com o deslocamento de servidores para locais com maior demanda do Judiciário.

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Juiz fixa prazos para afastamento de Raniere Barbosa da Câmara Municipal de Natal

O juiz José Armando Ponte, da 7ª Vara Criminal de Natal, determinou que o afastamento de Raniere Barbosa das funções inerentes ao mandato de vereador do Município de Natal e da função de presidente da Câmara Municipal de Natal – em vigor desde o dia 24 de julho em razão da deflagração da operação “Cidade Luz” – deverá ser revogado a partir de 22 de outubro de 2017, desde que não seja oferecida denúncia contra o investigado até o dia 21 de outubro. Com a revogação, terminaria também a medida cautelar de proibição de acesso de Raniere às dependências da Câmara.

A fixação do prazo atende à determinação da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RN, que no último dia 15 de agosto julgou pedido de Habeas Corpus movido pela defesa e definiu que o juízo de 1ª instância deveria fixar prazo para a duração das medidas cautelares.

Na mesma decisão, o juiz José Armando Ponte determina que caso Raniere Barbosa venha a ser denunciado até o dia 21 de outubro de 2017, as medidas cautelares de afastamento das funções de vereador e de presidente da Câmara, assim como a proibição de acesso às dependências da CMN, deverão ser revogadas a partir de 22 de maio de 2018.

O magistrado observa que tais prazos poderão ser eventualmente prorrogados ou até antecipados, por meio de nova decisão. Ainda, manteve as demais medidas cautelares impostas a Raniere Barbosa e aos demais investigados e empresas no âmbito do processo.

Decisão

Em sua decisão, José Armando Ponte observa que o afastamento de Raniere Barbosa da Presidência da Câmara Municipal “é, dentre todas as medidas cautelares a ele impostas, a mais imprescindível e a mais relevante à garantia da ordem pública e da ordem econômica e à regular apuração dos fatos hoje sob investigação”.

O afastamento seria necessário ainda levando em conta a dinâmica da investigação em curso, “hipercomplexa na medida em que impregnada pela nódoa da macrocriminalidade, que bem se evidencia pela multiplicidade de crimes sob apuração, pelos vultosos recursos públicos envolvidos, pela relevância social dos fatos, pela grande quantidade de pessoas físicas e de pessoas jurídicas sob investigação e pela dispersão territorial da prova”.

A Operação Cidade Luz foi deflagrada pelo Ministério Público Estadual, a fim de investigar o desvio de mais de R$ 22 milhões da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Natal (Semsur), decorrente de superfaturamento e pagamento de propina relativos a contratos firmados entre empresas e a Semsur para a prestação de serviços de manutenção e decoração do parque de iluminação pública em Natal.

Duração das medidas

O juiz José Armando Ponte afirma que as medidas cautelares de afastamento do investigado haveriam de ser revogadas no tempo oportuno, “a partir do momento em que findasse por extrapolar um prazo razoável de duração, prazo esse que, a toda evidência, até o momento presente não ocorreu”.

Sobre a fixação de um prazo, o julgador entende que “o prévio e apriorístico estabelecimento desse prazo razoável, por outro lado, é tarefa das mais difíceis, porquanto fica a depender de toda a dinâmica da investigação criminal em curso, em que necessariamente deverão ser considerados fatores os mais diversos, com destaque para o oferecimento ou o não oferecimento de denúncia, a complexidade da investigação ainda em curso, a quantidade de crimes investigados e a quantidade de pessoas envolvidas”.

(Processo 0106027-79.2017.8.20.0001)

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Casa abriga mães que cuidam de seus prematuros no hospital Santa Catarina

 O nascimento de um filho gera muita expectativa e ansiedade numa família. São inúmeros planos e preparativos para que a casa possa receber um novo membro. Mas e se o bebê nasce antes do esperado, prematuro? O hospital acaba se tornando uma casa para os pais da criança que passam boa parte do tempo às voltas entre o leito de UTI, conversas com os médicos e o carinho e cuidado necessários para a recuperação do filho.

No hospital Dr. José Pedro Bezerra, mais conhecido como hospital Santa Catarina, na Zona Norte de Natal, um serviço pioneiro no estado dá suporte às mães, que não moram na capital, tem seus filhos prematuros e precisam de um apoio fixo para suportar com mais leveza a dura realidade diária de verem seus bebês ainda tão pequenos e frágeis precisarem de cuidados tão complexos quanto os de uma unidade de terapia intensiva neonatal.

A Casa da Mãe Cidadã funciona dentro do hospital Santa Catarina, num espaço próximo aos leitos de UTI Neonatal, onde as mães moram até que seus filhos se recuperem e possam ir pra casa.

Alessandra Pereira, moradora do município de Parnamirim, teve seu filho com 30 semanas de gestação, ou seja, 10 semanas antes do esperado. O pequeno William nasceu em julho e se recupera na UTI Neo do hospital, enquanto sua mãe o acompanha diariamente. “Temos acesso 24 horas por dia aos nossos bebês, recebemos refeições e lanches e contamos com o apoio de toda equipe e das outras mães que também estão morando aqui”, explicou Alessandra.

A casa dispõe de três dormitórios com 16 camas no total, além de sala de estar e TV, cozinha, área de serviço e espaço para refeições, que são fornecidas pelo hospital para as mães a cada três horas.

O pequeno Samuel nasceu em maio. Comproblemas cardíacos precisou fazer uma cirurgia e após o procedimento, que foi realizado em junho, está em recuperação na unidade de médio risco do hospital Santa Catarina. “Aqui a gente vive como uma família. Temos o apoio e amizade das outras mães e também de toda a equipe da UTI”, disse Cinthia Souza, mãe de Samuel e moradora do município de Extremoz.

São considerados prematuros os bebês que nascem antes das 37 semanas de gestação, e eles só recebem alta após atingirem o peso de dois quilos. No Santa Catarina estes bebês são acompanhados de perto até os dois anos de idade, por pediatras, nutricionistas, enfermeiros e psicólogos que avaliam, entre outras coisas, o ganho de peso e a cognição destas crianças – é o chamado “follow up”, acompanhamento recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

Todas as crianças nascidas no Santa Catarina realizam os testes de orelhinha, pezinho, coraçãozinho e olhinho, este último responsável por identificar o surgimento da retinopatia (muito comum em prematuros e que pode causar cegueira). Recentemente a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) adquiriu um aparelho fotocogulador a laser que possibilitou a realização de cirurgias para correção do problema, evitando o deslocamento dos bebês para cirurgia. Os procedimentos são realizados todas as quartas-feiras por um oftalmologista neonatal especializado em retina. Estão sendo realizados, em média, 8 a 10 procedimentos por mês. Saiba mais clicando aqui.

“Nossa UTI tem uma estrutura e equipe muito bem montados. Além da alta qualificada, com a realização dos exames de orelhinha, pezinho, coraçãozinho e olhinho, somos referência na qualificação de profissionais, na utilização do método canguru e temos também o suporte do banco de leite humano dentro do hospital”, explicou a diretora geral do Hospital Dr. José Pedro Bezerra, Maria José de Pontes.

Ao lado da UTI Neonatal, também funcionam os leitos de Médio Risco – para os bebês que já respiram sem ajuda de aparelhos, e os leitos da Unidade de Cuidados Intensivos Canguru (Ucinca), onde as mães e/ou outro familiar podem ter um contato mais próximo com os bebês.  É o chamado método canguru que permite o contato pele a pele com o bebê fortalecendo os vínculos familiares.

Para Flávio Roberto de Oliveira, médico neonatologista e plantonista da UTI Neonatal do Santa Catarina o funcionamento e estrutura da unidade são equivalentes aos serviços oferecidos na rede privada de saúde. “O grande diferencial desta UTI é a equipe de profissionais que temos aqui, todos comprometidos em dar seu melhor. O serviço oferecido é de excelência”.

Seguindo os preceitos da Política Nacional de Humanização (PNH) o hospital funciona com sistema de visita aberta, das 10h às 18h. E desde 1995 possui o título de Hospital Amigo da Criança, concedido pelo Unicef e renovado a cada dois anos.

Reformas

Estão previstas, com recursos da Rede Cegonha e contrapartida do Governo do Estado, diversas melhorias na estrutura do hospital como a ampliação da Casa da Mãe Cidadã, reforma do alojamento conjunto para as mães no pós-parto, ampliação física, com melhora da ambiência da UTI Neonatal e da Ucinca, além da construção de um Centro de Parto Normal (CPN).

Números 

O hospital José Pedro Bezerra foi fundado no ano de 1985. Possui 225 leitos no total e mais de 1.300 funcionários. É um hospital geral, de alta complexidade, que atende os casos de urgência e emergência, clínica médica e cirúrgica. Além disso, é referência estadual para os partos de alto risco e cuidados neonatal.

Possui 10 leitos de UTI adulto e 28 leitos de UTI infantil – sendo 20 neonatal e 8 leitos de médio risco, além de 12 leitos de cuidados canguru (Ucinca).

De janeiro a agosto o hospital realizou um total de 22.182 atendimentos, sendo 7.597 somente na área de obstetrícia. Pacientes dos municípios de Natal, São Gonçalo do Amarante, Ceará Mirim, Extremoz, Macaíba, João Câmara, Touros e Maxaranguape são os que mais procuram atendimentos na unidade.

O hospital serve ainda como campo de estágio para diversas universidades e abriga turmas de residência médica em neonatologia e de especialização em enfermeiro obstetra numa parceria da UFRN, UFMG, Rede Cegonha e Ministério da Saúde.

Contato para entrevistas: Maria José de Pontes (diretora geral)

Telefones: 98805-7484 / 3232-7773

Novo entendimento do TCE-RN permite contratação de juízes leigos pelo TJRN

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) obteve nesta terça-feira (22) uma decisão favorável do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), revisando entendimento anterior que impedia a contratação de juízes leigos pelo Judiciário Estadual. Com a revisão, o TJRN fica autorizado a realizar a contratação dos profissionais – advogados que exercem função pública atuando junto aos Juizados Especiais presidindo audiências, instruindo processos e até preparando minutas de sentenças.

Por meio do Processo nº 003955/2017 – TC, o Tribunal de Justiça realizou nova consulta sobre qual deveria ser a classificação dada a despesa pública com a remuneração dos juízes leigos. A decisão, assinada pelo presidente do TCE, conselheiro Gilberto Jales, torna possível a contratação dos profissionais por reconsiderar a natureza dessa remuneração: enquanto a decisão anterior considerava a despesa como gasto com pessoal, devendo ser incluída para fins de cálculo dos limites previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a nova decisão a enquadra como uma despesa decorrente de custeio.

De acordo com o presidente do TJRN, desembargador Expedito Ferreira, o novo entendimento representa um avanço na garantia da celeridade na Justiça potiguar. Segundo o desembargador, os juízes leigos serão fundamentais, principalmente, para o melhor funcionamento dos Juizados Especiais.

“A contratação de juízes leigos vai beneficiar principalmente os Juizados Especiais. Com esse reforço, queremos aumentar a celeridade nos Juizados, que são uma parte importante do Poder Judiciário”, destacou o presidente.

Convocação

O TJRN realizou em 2014 um concurso público para preenchimento de 65 vagas para juízes leigos. Ao todo, 101 participantes foram aprovados, alguns para o cadastro de reserva, no entanto, nenhum pôde ser convocado em razão da limitação do TJ com gastos com pessoal.

Ainda de acordo com o desembargador Expedito Ferreira, a intenção do Tribunal é realizar o chamamento dos profissionais aprovados no último certame. No entanto, antes de qualquer contratação, serão analisadas as novas necessidades do Tribunal.

“A partir da publicação do acórdão, vamos analisar como será feito o chamamento. Temos que analisar quantos juízes vamos chamar, porque a necessidade de hoje é diferente de três anos atrás, e também temos que consultar as questões orçamentárias. Apesar desses fatores, o importante é que a chegada desses juízes leigos será de grande ajuda para o funcionamento do Judiciário”, concluiu.

Saiba mais

Os juízes leigos estão amparados nas Leis nº 9.099/95 e 12.153/2009, bem como no artigo 98 da Constituição Federal, que preveem a sua atuação nos Juizados Especiais. Como a proposta dos Juizados Especiais é tornar a Justiça mais simples, econômica e ágil, o juiz leigo promove conciliações entre as partes, preside audiências, ouve testemunhas, instrui o processo e até prepara a minuta da sentença para o juiz, que age como supervisor dos trabalhos.

Nos termos da Resolução nº 174/2013-CNJ, os juízes leigos são auxiliares da Justiça recrutados entre advogados com mais de dois anos de experiência. O exercício das funções é considerado de caráter público, sem vínculo empregatício ou estatutário, temporário e pressupõe capacitação anterior ao início das atividades.

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Monte Moria de Abraão até Salomão

O Monte do Templo em Jerusalém é, sem dúvidas, o local mais sagrado da Bíblia. Mas o seu verdadeiro nome – Moria – é desconhecido para a maioria das pessoas. Ele é mencionado pela primeira vez na história do Sacrifício de Isaque, onde Deus ordena que Abraão vá “para a terra de Moria” para sacrificar Isaque “sobre uma das montanhas que eu te direi” (Gên. 22:2). Séculos depois, o Rei David comprou essa mesma colina, permitindo Templo nesse mesmo local (2 Crônicas 3:1).
Entendendo o nome sagrado Moria
De acordo com a Bíblia, o nome Moria (מֹּרִיָּה) vem da palavra hebraica “ver” (ro’eh – רואה). Depois que Isaque é salvo do sacrifício, Abraão nomeia o local Adonai-Yireh porque “neste monte, o Senhor é visto” (yeraeh – יראה) (Gên. 22:14). Outra teoria é que Moria deriva da palavra “ensinar” (yoreh – יורה) porque é aqui a instrução Divina – os Dez Mandamentos – foram mantidos dentro da Arca da Aliança.
Independente da teoria, é claro que o monte sagrado conhecido como Moria é muito importante para Deus. Tão importante, que ele prometeu a David que o Templo construído nesse local “será firmado para sempre diante de ti” (2 Samuel 7:16).
Fonte: curso de Hebraico Bíblico online ao vivo!