Pesquisa: população apoia redução da maior idade penal e prisão perpétua

Estão bem vivos na memória dos brasileiros crimes hediondos cometidos por menores de idade. A morte do menino João Hélio, o estupro de uma turista americana dentro de uma van, no Rio de Janeiro, a dentista queimada viva no consultório e o assassinato de um casal de namorados num acampamento, em São Paulo, tiveram a participação de criminosos com menos de 18 anos.

Abaixo, assista ao vídeo em que o senador Magno Malta dá sua posição sobre a redução da maior idade penal.

Leia também: Pr. Silas ouve detalhes sobre a redução da maioridade penal

Na sexta-feira (6), um adolescente de 16 anos foi preso ao tentar assaltar ônibus, na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, em que 20 pessoas foram feitas reféns. Pelo desejo da maioria da população do Rio, a idade penal mínima para colocá-los atrás das grades cairia para 16 anos.

Pesquisa encomendada pelo jornal ‘O Dia’ , ao Instituto Gerp, com 870 pessoas, entre os dias 23 e 29 de maio, revelou que 88% aprovam a redução da maioridade penal. Na Baixada Fluminense, o índice chega a 95%. A crueldade com que esses crimes foram praticados leva muitos a defender, inclusive, prisão perpétua. A pena vitalícia tem o apoio de 68% da população. A maioria, porém, 56%, condena a prisão de assaltantes por conta própria.

Favoráveis e contrários

O presidente da ONG Rio de Paz, o pastor e teólogo Antônio Carlos Costa, já foi assaltado por um grupo de adolescentes em Niterói. Mesmo assim é contra a mudança no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Na avaliação dele, em vez de prevenir a violência, tratando suas causas, a sociedade se preocupa só com as consequências.

Na sua opinião, a redução da maioridade penal, em tramitação no Congresso, só tende a agravar o sistema prisional brasileiro e seus 574 mil detentos. Em 1990, eram 90 mil presos. De 1992 a 2013, a população carcerária no país aumentou 403,5%, enquanto o número de habitantes cresceu 36%. A solução, na opinião do religioso, é erguer mais escolas do que presídios.

“O governo federal está protegendo a bandidagem. Quem tem coragem de defender uma posição contra a redução da maioridade penal está na contra mão”, disse Magno Malta na tribuna do Senado. (Confira o vídeo abaixo).

Para o senador é preciso acabar com as instituições para menores, o que chamou de esgotos humanos.

“Quero uma nova estrutura arquitetônica, prédios modernos equipados com praças esportivas e com total controle de militares formados em educação física dando oportunidade aos jovens através do esporte. A família tem uma grande participação nesta nova geração de campeões que erraram, mas querem dias melhores”, afirmou o senador.

Sentimento de desamparo

Especialistas em comportamento humano acreditam que os números da pesquisa são uma forma de desabafo diante das injustiças sociais. “É a explosão da raiva. As pessoas estão psicologicamente massacradas com tanta violência e se sentindo desamparadas”, analisa o psicanalista Carlos Mario. Na visão dele, existe uma mal-estar coletivo e ânimo inflamado na sociedade. “A sociedade está gritando por justiça. É saudável numa democracia. Em geral, as pessoas são justas nos seus atos. Querem que haja reciprocidade em todos os níveis”, ressalta.

De acordo com a pesquisa, apenas 13% aprovam que se reaja a roubos, prendendo o assaltante por conta própria. A aprovação é maior entre jovens de 16 e 17 anos, com renda familiar acima de 10 salários-mínimos. A fatia que é contra que os presos perigosos continuem ganhando o benefício de ir para casa e voltar à prisão depois de cumprir parte da pena chega a 78%.

“A violência faz parte da natureza humana. Mas permitir que se faça justiça com as próprias mãos é voltar à barbárie”, constata o psicanalista. Do total, 35% acreditam que a segurança melhorou após as instalações de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), enquanto 27% dizem ter piorado.

De acordo com os entrevistados, os principais problemas que ameaçam a pacificação são: mau comportamento da Polícia (25%), falta de serviços públicos, como saúde e educação nas comunidades (21%) e o consumo de drogas (14%).

Fonte: O Dia

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Polícia prende casal acusado de assassinar zelador de prédio em SP

SÃO PAULO – A polícia prendeu o publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins, de 47 anos, e a mulher dele, a advogada Ieda Cristina Cardoso da Silva Martins, sob a acusação de assassinar o zelador do prédio onde moram, Jesi Lopes de Souza, de 63 anos. Souza estava desaparecido desde as 15h30 de sexta-feira, 30, quando foi visto pela última vez entregando correspondência dentro do edifício, na Rua Zanzibar, na Casa Verde, zona norte de São Paulo. O corpo, esquartejado e com sinais de queimadura, foi encontrado nesta segunda-feira, 2, na casa do pai do publicitário na Praia Grande, no litoral paulista. Martins e Ieda tiveram a prisão temporária decretada.

Segundo o delegado Ismael Rodrigues, titular da 4.ª Delegacia Seccional, o publicitário confessou o crime. Admitiu ter brigado com o zelador, mas afirmou que morte foi acidental – Souza, segundo a versão de Martins, bateu a cabeça no batente da porta. “Nós não acreditamos nessa versão. Ele matou de maneira proposital”, disse o delegado. De acordo com Rodrigues, o corpo foi encontrado ao lado da churrasqueira da casa do pai do publicitário. “Ele (o assassino) usou um serrote para cortar a vítima no domingo”, afirmou o delegado. O acusado foi preso nesta segunda-feira, quando tentava queimar as vísceras do zelador. “O cenário é muito feio.”

De acordo com o advogado Robson Alves de Souza, que representa a família do zelador, o motivo do crime foi uma briga por vaga na garagem do condomínio, mas o casal discutia havia tempo com Sousa. Nas imagens do sistema de monitoramento do prédio, o zelador foi filmado pela última vez descendo do elevador em um dos andares. A polícia não informou se esse era o andar onde o acusado morava. Várias buscas foram feitas  por parentes e funcionários do prédio. O zelador não tinha telefone celular.

A supervisora Sheila Viana de Sousa, de 27 anos, filha do zelador, afirmou que já desconfiava do acusado. “Desde o começo eu achei que fosse ele, mas a gente não pode acusar sem provas. Eu quero dizer muitas coisas, mas está difícil. Ninguém esperava que isso pudesse acontecer em um ambiente particular”, disse. “Eu precisei expor toda a minha vida, mas foi essa exposição que levou a descobrir o caso.”

Gritos e discussão. Segundo o advogado da família, o zelador foi asfixiado e morto na tarde de sexta-feira. A moradora do apartamento 114 relatou que ouviu gritos e uma discussão. De acordo com a testemunha, alguém “pedia para parar”. Ela contou ainda que viu o publicitário, morador do apartamento 111, fechando a porta de seu imóvel. A testemunha confirmou que o publicitário tinha “problemas de relacionamento” com o zelador.

A polícia obteve as imagens do condomínio e constatou que o acusado saiu do prédio arrastando uma mala escura e “um saco de grande porte” às 17h50 de sexta-feira. As imagens, de acordo com a polícia, demonstram que a mala – que foi colocada dentro de um Logan, registrado em nome da mulher do publicitário – estava pesada. As imagens mostrariam ainda que Ieda ajudou o marido a pôr a mala no veículo. Não há informação sobre o horário em que ele retornou com o carro para casa.

No mesmo dia, o corpo teria sido levado para a casa do pai do publicitário na Praia Grande. “Desde então, ele foi e voltou todos os dias para São Paulo. Ele é de uma frieza muito grande. É um crime bárbaro”, disse o advogado.

Roupa para doação. No sábado, os investigadores do 13.º DP foram até o apartamento do publicitário, que confirmou que havia discutido com o zelador diversas vezes. Afirmou, porém, que no dia anterior não havia se desentendido com a vítima. Os policiais foram com a advogada até o Logan e encontraram ali uma mala grande, semelhante à que o publicitário teria usado no dia do crime. Dentro dela havia roupas, que, segundo o casal, seriam doadas para a Igreja Santa Rita, mas estavam ali porque o local estava fechado.

Ieda apresentou-se neste domingo, 1, à polícia e, segundo o delegado Egídio Cobo, titular do 13.º Distrito Policial (Casa Verde), subordinado à 4.ª Delegacia Seccional, demonstrou surpresa com a notícia do crime. O marido teria dito a ela que viajaria a trabalho para o litoral.

De acordo com o advogado, quando a polícia chegou na casa do pai, após colher depoimentos de moradores e familiares da vítima, encontrou o publicitário com o corpo de Souza. Martins chegou à delegacia às 17h30 desta segunda, onde está sendo interrogado.

O delegado disse que, por enquanto, não há provas de que a advogada tenha participado do assassinato, mas ela é suspeita de ter ajudado o marido a ocultar o corpo. “A prisão temporária é importante para verificar a participação dela no crime. O marido está fazendo de tudo para eximi-la da culpa. É um indivíduo dissimulado e articulado.” O Estado não conseguiu localizar o advogado dos acusados.

Jovem indiana mata seu próprio pai junto com 2 amigos por abuso sexual

Nova Délhi, 6 mai (EFE).- Uma jovem e dois amigos foram presos em Nova Délhi por matar e arrancar o marca-passo do pai da moça para garantir que o mesmo tinha morrido, pois o homem abusava sexualmente de sua filha, informou nesta terça-feira a imprensa local.

O crime ocorreu na semana passada, mas a informação não foi divulgada até que a última das prisões aconteceu ontem, segundo o jornal local “Hindustan Times”, que citou fontes policiais.

Kulvinder Kaur, de 23 anos, e seus dois amigos foram acusados de matar o pai da moça com golpes de um taco de críquete quando ele dormia em sua casa na capital indiana. O motivo do crime foram os constantes abusos sexuais aos quais o homem submetia a jovem desde a morte da mãe da mesma há três anos.

Aparentemente, a moça deixou a porta de sua casa aberta no último dia 30 para que os dois amigos pudessem entrar sem fazer barulho e matar seu pai.

Para garantir que o homem, Daljeet Singh, um taxista de 56 anos, estava morto, uma janela foi quebrada e, com um caco de vidro da mesma, extraíram de seu peito o marca-passo, relatou um oficial de polícia.

O corpo do homem foi transportado em um carro e abandonado em uma área arborizada da cidade, em Uttam Nagar, a alguns quilômetros de sua casa, onde foi descoberto no dia seguinte e a polícia divulgou fotografias para que fosse identificado.

Alguns familiares reconheceram o homem e a polícia foi até sua residência, onde a menina declarou que seu pai, que trabalhava para uma agência de viagens, tinha transportado turistas em seu táxi no dia de sua morte, o que foi desmentido pela empresa.

Durante um interrogatório posterior, a menina confessou e seus cúmplices foram identificados como Prince Sandhu, um tatuador de 22 anos, que foi detido no último sábado, e Ashok Sharma, de 23, que trabalha em uma loja de roupas e foi preso ontem. EFE

Líder islamita afirma que vai vender 223 meninas sequestradas

O líder do grupo islamita nigeriano Boko Haram, Abubakar Shekau, afirmou que vai vender as mais de 200 meninas sequestradas no norte da Nigéria há três semanas, em vídeo obtido nesta segunda-feira (05) pela agência France Presse.

“Eu sequestrei vossas meninas. Por Alá que as venderei no mercado”, disse Shekau.

No dia 14 de abril, homens armados suspeitos de serem do movimento islâmico radical Boko Haram invadiram uma escola secundária de meninas na aldeia de Chibok, no Estado de Borno.

Saiba mais: Meninas sequestradas por terroristas islâmicos continuam desaparecidas

O sequestro aconteceu no mesmo dia em que a explosão de uma bomba, também atribuída ao Boko Haram, matou 75 pessoas na periferia da capital.  O Boko Haram é agora visto como a principal ameaça de segurança à Nigéria, principal produtor de energia da África.

Informações da imprensa afirmam que algumas das 223 estudantes sequestradas já foram vendidas como esposas na fronteira com Chade e Camarões a preços irrisórios (US$ 12).

No vídeo, Shekau aparece de uniforme militar e de pé diante de um veículo blindado e de duas pick-ups nas quais estão metralhadoras. Seis homens armados estão posicionados ao lado do líder, todos com os rostos cobertos.

“Eu disse que a educação ocidental deve parar. Vocês, meninas, devem deixar a escola e se casar” acrescentou Shekau, que indicou manter as “pessoas como escravas”. A imagem está tremida, mas é possível ver claramente o rosto do líder islâmico, falando em hausa, árabe e inglês.

Durante os primeiros 14 minutos, Shekau critica a democracia, a educação ocidental e aqueles que não acreditam no Islã.

“Eu disse que a educação ocidental deve parar. Vocês, meninas, devem deixar a escola e se casar” acrescentou Shekau, que indicou manter as “pessoas como escravas”.

O Boko Haram, cujo nome significa “A educação ocidental é pecaminosa” em hausa, reivindica a criação de um Estado islâmico no norte da Nigéria. O grupo extremista deixou milhares de mortos desde o início do levante, em 2009, em ataques contra escolas, igrejas, mesquitas e símbolos do Estado e das forças de ordem.

Fonte: G1

Suspeito de matar torcedor com vaso sanitário é preso, diz jornal

Foi preso nesta segunda-feira um suspeito de ter assassinado o torcedor Paulo Gomes Ricardo, atingido por um vaso sanitário na noite da última sexta-feira depois do jogo entre Santa Cruz e Paraná, pela Série B do Campeonato Brasileiro, no Estádio Arruda, no Recife.

Segundo o ‘Jornal do Commercio’, o suspeito de 23 anos foi preso em Olinda graças a uma denúncia anônima e não teve seu nome revelado. Ele foi levado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, para prestar depoimento.

O Estádio Arruda foi interditado devido ao incidente e proibiu-se a entrada de qualquer torcida organizada do Santa Cruz em qualquer estádio brasileiro até que o autor do arremesso do vaso sanitário seja identificado. A diretoria do clube ofereceu até uma recompense para que o criminoso possa ser encontrado.

Entenda o caso

Segundo informações da rádio Transamérica, após o fim do empate por 1 a 1 entre Santa Cruz e Paraná, torcedores do Sport e do Santa começaram a brigar – uma torcida organizada do clube rubro-negro tem aliança com torcida da equipe curitibana.

Paulo Gomes Ricardo da Silva morreu após ser atingido por um vaso sanitário, arremessado da parte superior do estádio

Policial que matou namorada morre em Curitiba

O policial civil Napoleão Seki Júnior, 36 anos, que na última semana assassinou com quatro tiros a namorada Paola Natália Cardoso, 23 anos, após algemá-la, em Curitiba (PR), morreu no final da tarde de quinta-feira,1º, após passar por cirurgia e ficar internado na UTI do Hospital Cajuru.

Napoleão estava com sua prisão decretada pelo homicídio e por isso quatro policiais mantinham guarda no hospital para levá-lo para a prisão. Depois de ter assassinado a namorada com tiros pelas costas, Napoleão tentou se matar e o tiro que disparou contra si perfurou o maxilar e atingiu o olho esquerdo e o projétil se alojou na cabeça.

Os dois começaram a namorar há um ano, mas segundo os familiares viviam uma relação conturbada, ainda assim, eles passaram a morar juntos havia uma semana. Paola era estudante de química na Universidade Federal do Paraná e tinha um filho de um ano e três meses de uma relação anterior.

Um dia após o crime, a Polícia Civil informou que Napoleão estava afastado dos serviços na rua, pois respondia por dois processos administrativos motivados por desvio de conduta, por porte ilegal de arma em Mauá (SP) e por brigas com vizinhos. Ele trabalhava na área administrativa da Secretaria de Segurança Pública.

Operação Kidnap: Polícia Civil prende PMs suspeitos de extorquirem comerciantes

A equipe de policiais civis da Divisão Especial de Investigação e de Combate ao Crime Organizado (Deicor), comandadas pelas delegadas Sheila Freitas e Danielle Filgueira, deflagrou nessa sexta-feira (07/02), a Operação Kidnap (do inglês, que significa raptar), com o objetivo de prender uma quadrilha que vinha praticando extorsão mediante seqüestro contra comerciantes em Natal. Ao todo cinco pessoas foram presas, dentre eles três policiais militares.

Os presos são os soldados da Polícia Militar, Marcelo Galdino Galvão e Daniel Elias da Costa Júnior, além do Cabo reserva da PM Umbelino Francisco Filho, o taxista Edson Lima dos Santos, mais conhecido como “Edson Tubarão”, e o entregador André Luís Fernandes. De acordo com as investigações Edson dava apoio à quadrilha e André Luís escolhia os alvos, bem como se passava por delegado durante a abordagem às vítimas. Eles estão sendo autuados por extorsão mediante seqüestro, roubo, usurpação da função pública, porte ilegal de armas e munições e formação de quadrilha. Marcelo Galdino já respondeu na Justiça por extorsão.

No dia de hoje (07) foram cumpridos três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Criminal de Natal. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Natal e São Gonçalo. Umbelino foi preso na última sexta-feira (28) em flagrante pegando dinheiro de extorsão e André Luís foi preso ontem (06). Com eles foram apreendidos vários potes de suplementes alimentares para atletas, além de uma vasta quantia em dinheiro, nove armas de fogo, munições, capuzes e um distintivo da Polícia Civil.

Segundo a delegada Sheila Freitas, os acusados abordavam comerciantes, geralmente donos de lojas de suplementos alimentares, se passavam por policiais civis usando distintivo e armas de grosso calibre e alegavam que as vítimas estavam vendendo produtos ilegais. Os bandidos detinham as pessoas, colocavam dentro de um carro e no caminho faziam ameaças e extorquiam pedindo altas quantias em dinheiro para que as estas não fossem presas. Eles agiam com agressividade na maioria dos casos e perseguiam as vítimas. “Os alvos eram escolhidos a dedo pela quadrilha, eles investigavam a vida dessas pessoas para saber se elas tinham algum poder aquisitivo”, explicou.

As investigações da Especializada em torno dos crimes praticados pelos acusados já duram quatro meses. A titular da Deicor acredita que o bando vinha agindo há muito tempo, devido a quantidade de bens de alguns dos acusados, alguns destes ostentando carros de luxo, jóias e objetos de grande valor. Ela também afirmou que ainda há outros envolvidos no bando a serem presos pela polícia.

Na DEICOR existem seis inquéritos instaurados que investigam a ação desses criminosos. Para Sheila Freitas, esse é um tipo de crime no qual a vítima tem medo de denunciar à polícia. “As pessoas ficam amedrontadas, pois os acusados chegam a ir na casa das vítimas, faziam pressão psicológica, tomavam os carros como penhora para o pagamento do valor extorquido, então algumas das vítimas chegam a mudar de cidade e até de país”, disse. Os bandidos pediam altas quantias e davam um curto espaço de tempo para o pagamento. Os valores variavam entre R$ 30 mil a R$ 200 mil.

A Polícia Civil espera que com a divulgação das imagens dos presos, novas vítimas possam comparecer a delegacia para denunciar os crimes cometidos pela quadrilha. “Nossa esperança é com a exposição dessas imagens apareçam novas vítimas”, concluiu a delegada Danielle Filgueira.

O Delegado Geral Adjunto, Adson Kepler, destacou o sucesso da Operação Kidnap. “Essa foi uma das ações mais importantes realizada com êxito pela Polícia Civil nos últimos meses, tendo em vista que foi um trabalho de grande complexidade e o envolvimento de policiais no crime”, ressaltou.

*Fonte: Assessoria / Degepol